Um passo de cada vez
Sem jamais perder a calma
Algo chama atenção
Mas não faz sentido
A praça sete
Meu coração a mil
Um belo horizonte
Lembranças gerais
O onhas que sumiu
Há segredos nas palmeiras
Que jamais alguém lhe contará
Como as águas da fonte
Presos na praça da liberdade
Como a serra que esconde a degradação
E que faz parte dela
Fria, imponente e sem emoção
Mil amores perdi
Outros mil perderei
Até os pombos do mercado sabem
Sou contorno, sou central
Sou o rio que não mais se vê
Das grades do parque municipal
Ela foi embora
Como os hippies da feira
Como os compositores da esquina
Os bares cada vez mais cheios
A cidade cada vez mais vazia
Todos estão na Obra
Onde não há noite ou dia