Thursday, May 01, 2014

Game of thrones

Fechem os portões
Gritou o serviçal apressado
Todos já estão na sala
Declaro o jogo iniciado

Lá estão vários senhores
Idiotas de várias nacionalidades
Há também alguns locais
Prontos a alimentar as vaidades

Horas são como senhores da guerra
Horas são como um conclave
Vamos escolher ou destruir ?
Tanto faz porque ninguém conhece a verdade

E seguem enormes banquetes tropicais
As mais belas prostitutas
Os mais letrados serviçais

Abram os portões
Gritou novamente o serviçal
Deixe que Simon passe
Nosso fuhrer está do bem e do mal


Wednesday, April 30, 2014

A guerra de Simon

Estão reunidos
Todos os senhores
Decidem o futuro
Excluindo dissabores

A guerra prossegue
Nao admitirão a derrota
Montam seus exércitos
Vencer é o que importa

Primeiro montar o cenário
Em seguida a farsa
Para quem nos descobre
Respondemos com ameaça

limpamos o caminho
Retiramos o oficial
Seu esquadrão fica só
Abrir o caminho afinal

Queremos permanecer
Perpetuar o estado que aí está
Somos espertos estrategistas
somos os senhores do lugar

Monday, April 28, 2014

Inferno astral

É que certas indefinições me afligem
Não pelo medo, meu parceiro
Mas pela falta de horizonte
Da qual vivo simplesmente
Não há raios solares nas manhãs
Não há som algum lá fora
Eu nada posso sentir
Tudo ainda está indefinido
Nem um raio de vida
Nem um coração partido
Tudo está indefinido

Antes que eu me esqueça
Um novo golpe, sempre às costas
Façam suas apostas
É hora de rever o xadrez
E não perder a rainha
E não deixar de ser o rei
Eu gostaria de gritar com eles
E deixá-los em seu lugar
Mas como não posso larga-los
Então me resta lutar e lutar
Cavalos ou peões
Quadrilhas ou esquadrões
Nada disso
Faço as coisas sozinho
Esse é o meu caminhar

As coisas incertas
Batendo na minha janela à noite
Eu posso vê-las mas não senti-las
Então sou o eu aflito
Nesse mundo tão estranho
Em que simplesmente perco
No momento em que estou mais ganhando
Eu gostaria de ser livre
Mas já cometi erros demais
Só me restou aproveitar para pagar agora
Para não nascer novamente
Ligado a tudo isso
Ao meu repúdio
Ao meu inferno astral



Uma doença chamada saudade

A saudade doi
Tipo faca no peito
Mesmo que você nunca tenha tomado uma
Você sabe bem qual o efeito

A saudade é a sandalinha que ficou na sala
A brinquedaiada espalhada
O silencio quase mortal
De quando a casa volta ao normal

A saudade é parceira da lágrima
É a confusão,  é a raiva
É a alma super apertada
É a tal apunhalada

É o videogame que ficou ligado
O heroi que agora esta parado
É meu quarto desarrumado
O nuget que sobrou no prato

A saudade é implacável
Deixa doente quem está saudável
E quem já é doente de forma lastimável

A saudade só acaba daqui a duas semanas
Ou somente alivia a eterna dor do corte
A saudade é a única coisa que realmente abala
Mas também é ela que me deixa mais forte