Não há cortinas na minha casa
Nua como minha alma
E não há um mundo perfeito
Em que não caiba uma poesia
Elas levam tempo
Mas ficam com você
Elas não levam o seu tempo
E permanecem com você
E você não tem como parar
Porque seu tempo se vai
E a poesia não diz adeus
Porque o seu tempo jamais se vai
A poesia é o eco da alma
E também o eco do tempo
Que se adianta ou se atrasa
Mas nunca se vai
Um eco dentro de você
Pulsando no seu coração
Como as batidas exatas
Do seu eu mais ilógico
E a poesia não se vai
E te convida a ficar
Quando você pensa em desistir
Ela simplesmente está lá
Porque a poesia é o começo
É apenas o começo
É o começo
Mais do que palavras
Tuesday, September 27, 2016
Monday, September 26, 2016
Voltando para casa
Não importa quanto tempo temos
E por quanto tempo vou te esperar
Nos aeroportos e nas esquinas
Ouvindo pessoas sem a me acrescentar
Tenho delírios com momentos
Que insistem em não passar
Argentina, Paris ou Londres
As tardes quentes de Bogotá
Quantas taças me oferecerão
E quanto tempo ainda vou te esperar
Perdidos em portões de embarque
Homens de branco que se jogam ao mar
Tenho tantas dúvidas e desejos
Que não sei onde vou chegar
Tantas diretrizes e procedimentos
E o mundo parece continuar
Tantos tiros do outro lado da janela
Tantas carreiras que ficaram para traz
Espero insisto e me nego
Talvez eu parta quando deveria ficar
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