Morreu no dia de quinta-feira um poeta chamado Darci
Grande orador, deixou muitas lembranças antes de ir embora daqui
Ele morava no bairro Cruzeiro já a muito tempo
Viu a irmã, a mãe e os irmãos irem embora antes deste momento
Contava com o peito cheio as peripécias de onde veio
Desde audiências com o presidente Juscelino
Até as suas aventuras como professor na sua época de menino
Agente se falava quando meu filho Miguel brincava
Eram livros maravilhosos e debates políticos que pouca gente entrava
Eram mulheres maravilhosas e histórias empolgantes
Segredos políticos da época e histórias da Feira dos Produtores
Darci era uma viagem, Darci era um personagem.
Imediato e impaciente como toda mente brilhante
Sorriso largo e o melhor cafezinho entre os vizinhos
Darci foi embora exatamente do jeito que nós dois achávamos que ele ia
Sem melancolia e despedidas, "Como ir na padaria!"
Sorria meu grande amigo
Com essa serenidade que eu lhe vi no dia de hoje
Tenho certeza absoluta que hoje está rolando uma festa no céu
Como ele fazia
Sem melancolia e despedidas, "Como ir na padaria!"
Friday, June 07, 2013
Thursday, June 06, 2013
A tristeza Eletrônica
Triste é olhar o celular
E não ter chamada sua
Nem mensagem
Mas não vou me abalar
Triste é olhar cada
mensagem
E não ver seu nome
E não entender porque
Mas não vou perder a
coragem
Porque vou te ligar
Um dia
Quando a saudade
bater
E não vou ter medo de
você recusar
Porque vou te mandar
um correio
Uma tarde
Quando não mais me
aguentar
E seu descaso não me
causa receio
E não importa o que
dizem
E digam que não tenho
jeito
E que grudo demais
E que corro atrás
Porque quero de novo
te acessar
E ficar feliz
Quando tocar meu
celular
Porque vou ficar
satisfeito
Quando abrir meu
correio
E ver em negrito seu
e-mail
E não me importam os
desiludidos
Que pregam o não
romantismo
Para resguardar
corações partidos
Porque meu coração
não está fora de área
E nem está com a
capacidade esgotada
Meu coração sempre
estará normal
A espera que o seu dê
sinal.
Wednesday, June 05, 2013
Desejo
Fico louco de te olhar
Vontade de namorar
Você
Despir a tua roupa
Ver seu corpo
aparecer
Te ter
E eu só penso em te
amar e te amar e te amar
Vontade de namorar
Ter você
Despir toda tua roupa
Beijar você
Vontade de
enlouquecer
Você
E te deitar nos meus
lençois
Loucuras a quatro
paredes
Finalmente a sós
Animais morrendo de
sede
Nós
Eu só quero é te amar
e te amar e te amar
Tirar toda a sua
roupa
Beijar você
Pedaço a pedaço do
corpo
Sem parar
E morrer de prazer
por te amar e te amar e te amar...
Tuesday, June 04, 2013
Carta aberta ao meu amigo
Venho através desta
Escrita de próprio
punho
Agradecer tua
preocupação
Em momento tão
oportuno
Antes de agradecer
todavia
Explico que alguma
coisa mudou
E muita coisa agora é
diferente
De tudo aquilo que
acontecia
Meu amigo, também
obrigo-me a dizer
O quão amo nossa
amizade
Construção sólida e
firme
De característica
imortal de verdade
Entendo tua
preocupação
Pois também em ti
tenho minha aflição
Mas meu amigo eu lhe
digo
Que já está escolhida
a minha direção
E minha direção é fazer
o que tu temes
Porque preocupas que
eu vá sofrer também
Mas tua sabedoria
talvez não existisse
Se tu tivesse deixado
de viver também
Somos diferentemente
tão iguais
Porque queremos os
extremos da mesma forma
E acreditamos tanto
no que queremos
Que pelejamos para
que o outro goste da mesma maneira
Meu amigo, declaro
estar atento
Aos seus apelos e
argumentos
À sua preocupação no
momento
Meu amigo, declaro
que farei o meu desejo
Que partirei mesmo
nesta viagem
Mesmo com a
preocupação que em ti vejo
Meu amigo, falo mais
alto agora
Para que você mais se
atenha
No meu sentimento em
forma de onda sonora
Não haverá fim em tão
puro sentimento
Seguirei meus
caminhos e você os seus
E nossa amizade
continuará sempre forte
Eternamente a todo o
momento.
Monday, June 03, 2013
Sem glória, sem mérito, sem vitória
Quando eu vi seu tempo escorrendo
Fiquei com o coração apertado de tristeza
Você não poderia fazer mais nada
E todo seu esforço era em vão
Você lutava bravamente
Mas jamais conseguiria vencer
Você jamais aceitou a derrota
Mas seu esforço era em vão
E eu tentava entender porque continuava
Porque lutava essa contradição
Você sequer vislumbrava o triunfo
Seu esforço era mera ilusão
E foi triste demais ver você cair
E seu esforço inútil para se levantar
Suas mãos tentando agarrar o vazio
Enquanto seu corpo ganhava o chão frio
E fiquei em silêncio vendo seu corpo jogado
Assistindo sua respiração ir parando devagar
Fiquei imaginando os seus últimos pensamentos
Tentando adivinhar o que pensava naqueles momentos
Um portão que se abria para o campo
E pelo campo a visão da pessoa amada
O propósito de toda uma vida
A missão finalmente alcançada
E também imaginei sua dor no momento
Sua carne que se contraia em vão
Sua mente envolvida em frustração
Seu corpo então parou suavemente
Libertando sua alma para sempre
Você se transformou em história
Sem glória, sem mérito, sem vitória
E você deixou sua lembrança
Sua derrota transformou-se em um caso de perseverança
Quem não vi o que eu vi nunca soube a verdade
Mas tomou aquilo como a própria esperança
E eu ainda entristeço quando lembro
E minha mente é invadida com a lembrança daquele sofrimento
Sua dor, sua derrota, o último momento da sua história
Tudo isso sem glória, sem nenhum mérito e nenhuma vitória
Carolina
Os vultos à minha frente
Confundiam as ideias em minha mente
O sangue que da minha boca escorria
Me dava a certeza do que eu já sabia
Eu iria respirar o ar de barro
Eu iria ficar parado
Anos iriam se passar
E eu permaneceria no mesmo lugar
Eu só queria estar na carruagem
Sentindo o ar do Ipiranga
Eu só queria você do meu lado
Por onde você tem andado ?
E passei anos apenas vivendo domingos
Horas via a morte se aproximando
Horas sonhava com você chegando
Quando saí de lá, finalmente lhe encontrei
E você estava como eu lhe deixei
Eu jurei estar contigo para sempre
Mas o sempre terminou num repente
Você veio para que eu não desistisse
Mas não me preparou para quando partisse
E você fechou os olhos naquela tarde
Mas quando quis estar no seu lugar já era muito tarde
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