Era uma vez um amor inocente
Dois adolescentes que se achavam gente
Que adoravam brincar de “para sempre”
Mas como sempre se acabou
Era uma vez um amor resistente
Dois jovens que julgavam já ter mente
Que tentaram ficar juntos para sempre
Mas o para sempre mais uma vez se acabou
E passaram luas, estrelas e sol
E a vida se encarregou de fazer sua parte
E os caminhos foram ficando tão longe
Que certo dia se anoiteceu de vez
E no escuro do tempo não havia mais amor inocente
E sem o amor inocente o par acabou virando gente
E gente às vezes pode ser complicada demais
Porque adora seguir caminhos estranhos e não olhar para trás
No escuro do tempo, não há amor que resista
E quando o amor não resistiu a mente tomou seu lugar
Pois quem julga ter mente, às vezes para si mente
Porque adora se iludir que a vida não foi feita para sonhar
Mas a mesma dor que destrói, também abre novos caminhos
E há caminhos que fazem até mesmo o sol nascer
Já não estávamos mais sós, ela e ele, eu e você
Era uma vez um amor persistente
Do tipo que não se importa em ver o tempo passar
Daqueles que esperam calados o momento chegar
É o velho novo amor que resolveu voltar.