O desconhecido é o medo
O medo é a placa de pare
O desconhecido é a sorte
A sorte é o refúgio do medo
Inerte no mesmo lugar
Viu a vida passar
Agora o medo é outro
Da sua sorte não mudar
Suas lembranças são jovens
Mas seu corpo é velho
A vida passou e não viu
A sorte não é algo eterno
Há prédios no lugar das casas
Não há mais flores nas praças
Todos seguiram seu caminho
Teu medo lhe deixou sozinho
As jovens não lhe querem
Pois há algo que você não aceitou
O medo lhe congelou no tempo
Enquanto o mundo caminhou