Friday, November 04, 2016

Suavemente

Cuando nuestras manos se separaron
Era como si el camino había terminado
Pero fue al revés
Y no hay conexión al revés

Pero hay algo que hace mis ojos salados
Y que perturba el silencio
de mi alma

hay algo que penetra en mi corazón
que le causa dolor
y luego desaparece

ciertamente
irrazonablemente
no habría en absoluto un sentido
pero no hoy, no esta noche
Tenuemente y suavemente


Suavemente

Cuando nuestras manos se separaron Era como si el camino había terminado Pero fue al revés Y no hay conexión al revés Pero hay algo que hace mis ojos salados Y que perturba el silencio de mi alma hay algo que penetra en mi corazón que le causa dolor y luego desaparece ciertamente irrazonablemente no habría en absoluto un sentido pero no hoy, no esta noche suavemente


Sunday, October 23, 2016

Partidas soteras

Te vi indo embora
Escorrendo entre meus dedos
Fiquei feliz por ter escolhido
E triste por ter partido

Me vi indo embora
Com as possibilidades de novo lugar
Fiquei feliz por ter escolhido
E triste por não poder ficar

Me dei conta que somos do mundo
E também há um porquê em não ficar
Quando temos nosso próprio brilho
Podemos brilhar em qualquer lugar

Te vi indo embora
E te vi quando voltar
O amor é casa de muitos endereços
E resiste a qualquer lugar

Tuesday, September 27, 2016

Mais do que palavras

Não há cortinas na minha casa
Nua como minha alma
E não há um mundo perfeito
Em que não caiba uma poesia

Elas levam tempo
Mas ficam com você
Elas não levam o seu tempo
E permanecem com você

E você não tem como parar
Porque seu tempo se vai
E a poesia não diz adeus
Porque o seu tempo jamais se vai

A poesia é o eco da alma
E também o eco do tempo
Que se adianta ou se atrasa
Mas nunca se vai

Um eco dentro de você
Pulsando no seu coração
Como as batidas exatas
Do seu eu mais ilógico

E a poesia não se vai
E te convida a ficar
Quando você pensa em desistir
Ela simplesmente está lá

Porque a poesia é o começo
É apenas o começo
É o começo
Mais do que palavras








Monday, September 26, 2016

Voltando para casa

Não importa quanto tempo temos
E por quanto tempo vou te esperar
Nos aeroportos e nas esquinas
Ouvindo pessoas sem a me acrescentar

Tenho delírios com momentos
Que insistem em não passar
Argentina, Paris ou Londres
As tardes quentes de Bogotá

Quantas taças me oferecerão
E quanto tempo ainda vou te esperar
Perdidos em portões de embarque
Homens de branco que se jogam ao mar

Tenho tantas dúvidas e desejos
Que não sei onde vou chegar
Tantas diretrizes e procedimentos
E o mundo parece continuar 

Tantos tiros do outro lado da janela
Tantas carreiras que ficaram para traz
Espero insisto e me nego
Talvez eu parta quando deveria ficar





Tuesday, August 23, 2016

Ao sol

Eu procuro olhos como os seus
Que se encaixem em beijos como os meus
Que tenham sabor como o gosto seu
Que alimente alguém como eu

Eu procuro diferença como a sua
Que pareça com mesmice como a minha
Que sejam atraentes como o corpo seu
Que complete alguém como o meu

Eu procuro a loucura como a sua
Que se perca em devaneios como os meus
Que seja gostosa como a gargalhada sua
Que alegre alguém como eu

Eu procuro uma alma como a sua
Que entenda o valor que tem a minha
Que seja eterna, mas que seja sempre sua
Que ame alguém como eu


Caminhos de Rosa

Quanto mais longe eu ia
Mais me perguntava por que
Era uma pressa de viver
Era pura alegria ou sei lá o que

Então me senti louco mais uma vez
E enchi meus pulmões de poeira
Era uma vontade de sei lá o que
Era pura magia de viver

O dia amanheceu e foi embora
E amei novas pessoas para sempre
Era uma noite linda de viver
Era puro espírito de sei lá o que

Então senti a liberdade dos trezentos
Vários um só eu e o sertão
Era uma paz de sei lá o que
Era pura sensação de viver

Eu lhes seguia numa toada rápida
Éramos todos Guimarães
Estar ali é como novamente viver
Para seguir as marcas rosas ou sei lá o que



Monday, August 08, 2016

Últimos e primeiros

O último gole
É o mais saboreado
O último adeus
É o mais atordoado

A última porta
É a mais esperançosa
A última canção
É a mais gostosa

A última impressão
É a que fica
A última tacada
É a mais precisa

A última mulher
É a mais amada
A última puta
É a mais cobiçada

A última pessoa
É quem será a primeira
A última tentativa
É a mais certeira

O último Deus
É o mais milagroso
O último demônio
É o mais perigoso

Quem riu por último
Riu por pena
De quem morreu por último
E teve das mortes a mais serena











Monday, July 25, 2016

Sertao Diamante

É que agora decidi sofrer
Eu e os outros
Eles e elas
Eu os outros...

Então coloquei meus pés
Sobre aqueles sertões
Uma areia fina que lembra o reverso
Causando a dor que atraia multidões

Há alguma coisa lá
Que só sentimos quado estamos a sós
Uma vontade louca de voltar
Um eco que grita de nós

Há um eco de mim
Que não para de gritar
Que exaure minhas pernas
E me consome sem parar

Um eco dos vales que passamos
E de todos que se foram e ficaram
Como os desafios do caminho
E as catracas que giraram

Maiores que nós
Apenas seguimos
Nós e elas
Determinação e instinto.





Monday, June 20, 2016

Rio Doce

Em Rio Doce derramei meus versos
Tinha um anseio do reverso
Uma espécie de esperança sem nexo
Tentativa de reparar o mau do progresso

Minhas rimas... ah minhas rimas!
Eram como filetes de águas cristalinas
Que invadiam inúteis as lamas assassinas
E jamais voltaram a ser límpidas

Mas a poesia é a comunidade
E a comunidade é a vontade
De se ficar onde está
Não se render e não sair do lugar

A poesia é o tom claro
Que anula a cor do barro
Que determina o fim do embargo
E que mostra que o homem está errado

Minha poesia invadiu Rio Doce
E Rio Doce retribuiu com alegria
Minha rima se misturou com a cidade
Que agora habita em Cada Dia Uma Poesia





Friday, June 10, 2016

Brigas

Sempre que vou à missa
Me divirto com meus demônios
Eles odeiam as músicas todas
E acham todos muito estranhos

É divertido ficar assistindo
O quanto eles ficam estressados
Um rito acaba e começa outro
E eles ficam ainda mais irritados

Eu poderia até intervir
Mas não entro em briga alheia
Demônio odeia o sagrado
O sagrado disfarça mas também odeia






Monday, May 30, 2016

Contradições poéticas

Quando chegou na beira do precipício
Teve medo pela primeira vez
Se lembrou da sensação de voar
Se lembrou da dor de cair

Se deu conta que tinha chegado cedo demais
Se deu conta de que deveria ter ido mais devagar

E de onde estava talvez não seria possível recuar
Nem ao menos dizer adeus
E de onde estava só lhe cabia mesmo pular
Pois que era mesmo impossível permanecer onde está

E se deixou perder por alguns instantes
E se lembrou de que não eram nem ao menos dois amantes

Tudo aquilo que parecia amor, era uma mera tentativa de conhecimento
Tudo aquilo que parecia estar dando certo, era um pequeno suspiro de momento
Tudo aquilo que parecia o certo, poderia ser um futuro constrangimento
De lhe ganhar e lhe perder
De lhe perder e lhe recuperar
De ir e voltar
Sem sair do lugar
Apensar perdendo o nosso tempo
Enquanto a vida não parava de passar

E mergulhou no ar, misturando enfim com as luzes da cidade
E agora não importaria mais em quantos pedaços quebrasse
O prazer de voar é maior que o medo de cair
Decidir ficar é mais difícil e maior que partir





Tuesday, May 24, 2016

Sobre o amor é outras verdades

Deixei a porta aberta
Para ele entrar
Mas como estava
Tudo permaneceu

Dessa vez
O amor não  aconteceu

Uma mensagem,
ou uma homenagem
No meio da noite
Sem um telefonema seu

Dessa vez
O amor não aconteceu

Então  se é  para  ficar
Que fique tudo como está
Não há mais do que nada
Entre você e eu

Dessa vez
O amor não aconteceu


Sunday, May 08, 2016

folhas

desligaram os aparelhos
e a conexão com o mundo
e a vida
e o sorriso
e a vontade
e as lembranças
e as dificuldades
e as dores
e todo o resto...




Saturday, May 07, 2016

Bora lá

Eu fico assim de leve
Quase mesmo sem nada
Melhor que assim entendo
Minha vida não está errada

Minha cabeça pensa em verso
Meu coração deseja prosa
Se não der, vou sozinho mesmo
Sem ideia fraca
Sem proposta indecorosa

Eu fico assim de boa
Tudo na minha vida dá é certo
Mesmo aquilo que parece errado
No fim das contas era o que era o mais correto

E daí não estresso
Não deixo a cabeça esquentar
Como a rima que procura a outra
Minha vida é caminhar

Bora lá, bora lá
Não estresso e peço outro expresso

Bora lá, Bora lá


Monday, April 25, 2016

Dias Difíceis

São apenas dias difíceis
Em que desejo voar
Há tantas pedras no caminho
Quanto lugares em que gostaria estar

Energia que se vai
Lembranças que vem
Algo quer me mover
E tenho esse desejo também

São tantas vidas, tantos momentos
Coisas que simplesmente seguiram
Não se importaram
Não importaram os lamentos

São apenas difíceis
Dias ruins são apenas dias ruins
Escolhas ruins são apenas escolhas ruis
E o fim, o fim é apenas o fim



Monday, April 18, 2016

Palavras Novas

Há cheiro de boas novas no ar
Enquanto retiramos os muros do hospício
Para deixar nosso mundo exatamente como está
Há estrelas sobre o chão de lavras
E vinho na garrafa para tomar

Há novas minas para lavrar
Enquanto nos banhamos às margens de um lago
Para deixar nosso mundo se auto desenhar
Há poeira sobre o chão de lavras
E janelas por onde possamos admirar

Sigo produzindo textos e pretextos
E consigo até mesmo parar de pensar
Como é estranho você estar logo ali
Nossa vida parece que teima em nos desencontrar

Há atalhos por onde desejo passar
Enquanto contemplamos a vista e o precipício
Para deixar nosso mundo se atirar
Há poesia sobre o céu de lavras
E uma rede na varanda para descansar

Há tantos caminhos e sorrisos
Há tanta coisa por fazer e por terminar
Eu espero, e no seu tempo as coisas acabam dando certo
E o certo não é uma questão de ir ou de ficar




Monday, April 11, 2016

724

Sem perceber
Você entrou pela minha porta
E nem sequer pediu licença
E tomou meu tempo
Que se acostumou a ir com você

E você fez o tempo parar
E fiquei sem saber
para onde levar
o tempo que se vai

Há alguma coisa entre nós
Que não sabemos explicar
E só podemos viver
Toda nossa vida

Enquanto durar nossa vida
Enquanto durar nosso tempo

E você fez o tempo parar
E fiquei sem saber
para onde ir
E para onde tudo isso vai nos levar




Monday, April 04, 2016

Elizabhete

Era preciso que ela não mais o avistasse
Quem sabe seu coração se acalmasse
E na calmaria daquele coração
Haveria espaço para um senão
Um quê de bom senso
Uma lágrima no lenço
E um pedido de perdão

Era preciso que ele não mais voltasse
Quem sabe toda aquela dor passasse
E na calmaria daquele coração
Haveria a certeza de que não teria sido em vão
Um quê de saudade
Uma gota de vontade
E um retorno da emoção

Era preciso que tanta coisa mudasse
Quem sabe tudo aquilo acabasse
Dois corpos perdidos nas multidões
Um quê de precipício
Uma nova passagem ao paraíso
E uma sobrevida àqueles corações


Monday, March 28, 2016

Bárbara

Estava ansioso por começar
Passar tanto tempo comigo
Eu e minha solidão
Sozinho com meus fantasmas
Eu e minhas armas
Quase entre aspas

No meio do caminho
Eu não estava mais sozinho
Enquanto seus olhos me olhavam
Os meus lhe desejavam
Era o avesso do início
Ou o fim do começo
Enquanto você me observava
Eu descobria a quem pertenço

E conforme tudo acontecia
O tempo quase não passava
Meu coração que antes não tinha casa
Agora habitava em Bárbara





Tuesday, March 22, 2016

central Station

Era para ser perfeito
Mas a perfeição acaba
E o que resta é o alicerce
E não a casa

As ruas vazias de Sommers
Bombeiros estacionados
Um trem com destino a New York
E nossos sonhos trocados

Estações e vidas sem fim
Golden Bridge e Harlen, Brooklin diante de mim
Eu desejava seus números
Mas eles não eram tao fáceis assim











Monday, March 21, 2016

Tarde demais

As ruas desertas
Indicam um fim
Mas este fim não é meu

As noites frias
Sem tempestades
Indicam que você se perdeu

Eu apenas assisto
A noite gelada
Seu rosto na madrugada
Seu olhar para o nada

É tarde demais
Para fazermos alguma coisa
e não estamos mais juntos

O que resta agora
É apenas a lembrança
Sem a mínima esperança

É tarde demais
E você sabe disso
Não era preciso
E você sabe disso



Monday, March 07, 2016

O anel da Doutora

Estranho é logo teu anel ter ficado
Misturado em minhas coisas
Quase um símbolo dos meus tormentos
Dividido como meus sentimentos...

Te amar para sempre
Te perder para nunca mais
Ou apenas deixar a vida seguir
Para nunca mais...

E divido meu tempo entre sorrisos e afagos
Alguns dignos de mim
Outros dignos de embargos

Tudo estranho como teu anel colorido
Que ficou no meu bolso esquecido
Sem seus dedos
Com meu coração partido

Cada pedra uma história
Cada história uma chance
Cada chance um desperdício
Como nós, desde o início

Procuro mais alguma coisa
Já não há nada lá
Não há anéis, não há mais tempo
Apenas a lembrança
Daquilo que fomos por um momento





Tuesday, February 23, 2016

Portas fechadas, decolagem autorizada

Meu coração se fecha
Minha alma me liberta
Sem a sua companhia
eu posso viver também

Minha vida segue
Sem medo como sempre
Deixo tudo acontecer
eu não já me importo com ninguém

você não suspeita
mas eu não posso te amar
você fez meu oração se fechar
Agora não venha me culpar

portas fechadas
podemos voar
portas em manual
deixe as se travar

minha cama está vazia
mas meus óculos estão limpos
há pessoas tao lindas
e eu não sei de onde elas vem

eu penso que é melhor
você não concorda
não chegamos a um acordo
e ficamos assim

portas fechadas
podemos voar
decolagem autorizada
quem vai ficar ?

eu perdi minha tristeza
quando minha alma ficou fria
estou novamente em casa
e agora estou no controle

você não suspeita
mas eu não posso te amar
você fez meu oração se fechar
Agora não venha me culpar

Portas fechadas
é hora de ganhar o ar
podemos ir onde eu quero
é hora de decolar





Monday, February 22, 2016

Mais do que você merece

Quantos sorrisos você imaginou doar
Sem pensar naqueles que lhe foram roubados
Naquele exato momento
Em que você perdia seu precioso tempo
Preocupado procurando culpados

Em quantos templos procurou Deus
Sem se dar conta que templos são feitos por homens
Que pecam, que erram e que matam
Nem você, nem seu pensamento
Ninguém estava certo, nem por um momento

Então você foi tolo sem perceber
E sem perceber se tornou o pior deles
É tolo aquele que se julga esperto
Mesmo aquele que não se mostra
Consegue ser tolo quando não há ninguém por perto

E assim passaram as semanas chuvosas
E você pareceu nem estar acreditando
A cada dia que passa sua mente emburrece
E a companhia dos medíocres é até muito mais
Mais do que aquilo que você merece


Thursday, February 18, 2016

Só lembrancas

Enquanto o tempo se vai
Eu desejava uma nova chance
De ficar onde estava
Mas não havia mais nada lá
E o que era meu, era apenas lembrança
E a lembrança às vezes pode ser dura demais

Enquanto isso eu sonhava
Em abrir os olhos e te encontrar
Por isso fiquei sozinho
Para estar preparado
Mas não havia mais ninguém lá
E o que era você, hoje é apenas lembrança
E a lembrança às vezes pode ser dura demais




Monday, February 15, 2016

Entreaberto

não se preocupe com meu coração
ele já chegou até aqui
não, não se preocupe
nada do que aconteceu foi em vão

e não diga que ele deva ir ou ficar
não diga a ele quando parar
apenas sinta-o
e o faça disparar

não se preocupe com meu coração
por mais de mil vezes ele já morreu
não tente enche-lo com o que não é dele
como todo esse medo que é só seu

e não se sinta angustiosamente preocupada
nada disso vai lhe importar
apenas seja feliz do lado dele
e o faça disparar

não!
não se preocupe com meu coração
como um defeito, esse não tem mais jeito
ele só ama o que quer, nunca o que querem
e não se importa com o que odeiam, ou o que preferem

e aproveite a raridade de sua porta entreaberta
pois há muito ele não deixa ninguém mais entrar
entre e pendure seu retrato lá dentro
e o faça disparar





Thursday, February 11, 2016

Luzia

Minha internet é lenta
Como os últimos acontecimentos
Minhas emoções
Ou meus meros aborrecimentos

É que a cidade decidiu-se por estar vazia
Como os últimos acontecimentos
Minhas alucinações
Ou meus meros desentendimentos

É que vejo graça em não lhe entender
E cada vez mais sou mais atraído
Sou a curiosidade atrás da novidade
...você é o alto e claro som do não emitido...

É que decidi que estava mesmo cansado
Como os últimos acontecimentos
Minhas recordações
Ou meus meros desolamentos

Minha vida é lenta
Como os últimos acontecimentos
Minhas razões
Ou meus meros atrevimentos



Sunday, February 07, 2016

Los Angeles

é sua voz que cruza a noite
mesmo que eu não a escute
presa em meus pensamentos
não há o que se desculpar

há um passado no ar
um mundo a relembrar
para sorrir ao acordar
e voltar a se deitar

você não pode estar lá
você não deseja estar
mas é sempre bom
alguns minutos antes de sonhar

as letras das musicas
as musicas que nos tocam
como nosso tempo
que sobreviveu à nossa história

e volto a dormir tranquilo
elas estão lá intocadas
as musicas que nos tocaram
mais do que nós


Sunday, January 17, 2016

England

Um passo, um abraço
sem volta
sem nada

A fome, a forma
sem culpa
sem necessidade

lá fora a tempestade

...e você do outro lado...

da cidade

 




Monday, January 04, 2016

Rec

Quando abri a janela
O sol estava lá
Era o primeiro depois da chuva
Tudo estava fora do seu lugar

Toda a tormenta
Deixou a terra marcada
Mas eu estava disposto a reconstruir
Eu novamente começaria do nada

Tive vontade de sorrir
Na hora em que quase fui chorar
Eu não desistiria assim não fácil
Não na hora de recomeçar