Sou metade poesia e doçura
Metade Inteligência e bravura
Na poesia aprendi a ser correto
E minha vida rima como um soneto
Se errei logo vejo o que não rima
Volto, acerto e faço direito
E aprendi que a doçura é como munição
Serve apenas quando se faz de arma o coração
Não sobra nenhum exército de pé
Não é dado nenhum tiro em vão
Com inteligência fiz meu mundo
E quando não a utilizei caiu tudo por terra
É com ela que separo o joio do trigo
Ela me faz distinguir a coisa errada da coisa certa
Com bravura sigo lutando
E não tive medo de não ficar no mesmo lugar
Porque o bravo não é aquele que parte
Mas sim aquele que tem porque voltar
Sou metade Luiz
Sou metade Ediléia
Metade palco, metade plateia
Sou Ediléia e Luiz
Sou o fruto da união
Perfeito como cada irmão
Se viver é bom então sou a prova
De que passar a vida junto nunca é em vão
Sou meu pai, sou minha mãe
Sou seu casamento, sou seu relacionamento
Sou enfim um dos filhos de todo esse tempo