APOCALIPSES
Tragédia
Caos por todas as partes
Escombros pelo chão
Cadáveres em decomposição.
Satanás sorri satisfeito
O único bem que a guerra tem feito
Poças de sangue
Onde antes existia rua
Já não se tem notícia de nada
A realidade nua e crua
Poucos desesperados restaram
Alguns ainda ardem nas chamas
Outros se escondem das correntes
Viver foi o pior dos dramas
O sol se pos para sempre
Trevas que o fogo vai iluminar
O choro das pessoas é musica para Satan
Sentado em seu trono com o ferro de marcar
A Guerra
Um raio de luz puríssima cruza o céu
Miguel está no comando
Seus dentes estão cerrados
Ele se sente revoltado com o ato desumano
A batalha é iniciada
Em todos os cantos do caos
Anjos versus demônios
O bem contra o mal
Os pobres coitados se escondem das espadas
Que se encontram formando faíscas de fogo
Agora há sangue de anjos derramado
E Arcanjo Miguel se sente irado
Satan sorri alegremente
Como quem vence a guerra
Sua legião é enorme
Seu castelo é de pura pedra
O comando estrelar manda mais cavaleiros
Todos ao comando do arcanjo fiel
Aos poucos os demônios são derrotados
E se começa a enxergar o céu
Muitas mortes depois
Miguel abaixa a sua espada
Benevolente assiste sereno a Satan
Que desesperado bate em retirada
Esperança
Depois da Guerra
Há pouquíssimos homens na terra
Não são como os escolhidos
Apenas foram esquecidos
A luz que os cega
Ordena a todos uma punição
Reconstruirão tudo novamente
E desta vez o mal não terá perdão
Os que choram deverão esquecer a dor
Os revoltados deixarão seu rancor
No meio dos escombros uma criança que nasce
E seu choro rompe o silencio
Ela é a chave para o recomeço
A humanidade pagou alto preço
As árvores voltarão a crescer
Assim como as crianças
E haverá novamente o amanhecer
O projeto Israel novamente foi poupado
O mal foi banido e julgado
Miguel e seu exército se recuperam da batalha
Estão satisfeitos por sua vitória
Mas jamais irão retirar o caos da memória
Satan espreita de longe
Esperando a oportunidade
Na terra nova não há onde germinar sua semente
Mas ele espera plantar o mal na humanidade
Thursday, April 30, 2009
Mesmo que seja em vão
Eu estava lá, mas desisti
Apenas por temer estar só
Sem estar
Sem ao menos estar
Nem sequer lutar
Apenas desisti
E parei de caminhar
Meus olhos podem ver
Tudo que quis
Mas apenas de longe
Uma visão morta
Como quase todos meus desejos
Que foram subornados
Dinheiro que me deixou só
Eu e meus desejos
Imaterializados
Como é possível não estar lá
Como posso aceitar
Que eu estive errado esse tempo todo
E que não há volta
A menos que haja perda
Como é possível aceitar mais um erro
Depois de tanto lutar
E de tanta estrada percorrida
Simplesmente desistir
Minhas roupas estão velhas
Meus sapatos descolados
Mas posso escutar a velha musica
E me animar no meio do deserto
Mesmo que seja em vão.
Eu estava lá, mas desisti
Apenas por temer estar só
Sem estar
Sem ao menos estar
Nem sequer lutar
Apenas desisti
E parei de caminhar
Meus olhos podem ver
Tudo que quis
Mas apenas de longe
Uma visão morta
Como quase todos meus desejos
Que foram subornados
Dinheiro que me deixou só
Eu e meus desejos
Imaterializados
Como é possível não estar lá
Como posso aceitar
Que eu estive errado esse tempo todo
E que não há volta
A menos que haja perda
Como é possível aceitar mais um erro
Depois de tanto lutar
E de tanta estrada percorrida
Simplesmente desistir
Minhas roupas estão velhas
Meus sapatos descolados
Mas posso escutar a velha musica
E me animar no meio do deserto
Mesmo que seja em vão.
Aqui novamente
Agora vivo do meio
Estou no meio deles
E sou exatamente o que nunca desejei
Como foi caro sair
Para voltar quase de graça
E dar minha alegria em troca
Não posso acreditar
Mas estou lá
E conto meus pedaços
Sem saber o que fazer com eles
Minhas opiniões não importam
Eu não importo
Voltei sem perceber
Estou aqui novamente
Agora vivo do meio
Estou no meio deles
E sou exatamente o que nunca desejei
Como foi caro sair
Para voltar quase de graça
E dar minha alegria em troca
Não posso acreditar
Mas estou lá
E conto meus pedaços
Sem saber o que fazer com eles
Minhas opiniões não importam
Eu não importo
Voltei sem perceber
Estou aqui novamente
Encurralado
Quando eu olhava a serra
Por vezes a achava intransponível
E pensava nunca sair de lá
Eram dias tristes e escuros
E eu não tinha mais como lutar
Meu coração ficou triste
E marcas ficaram para sempre
Pesadelos em pleno dia
E o desespero era sempre presente
Mas o mundo me iludiu
E quando finalmente escapei me esqueci daquilo
Embriaguei-me de felicidade
E perdi a noção do perigo
Porque quando se acha que está mais forte
É o seu maior momento de fraqueza
E não há tolice maior de cometer
Do que pensar que se tem certeza
E quando eu estava certo de dominar o mundo
Eu virei a preza
Minha cabeça se voltou para baixo
E tive que engolir minha certeza
E há nova serra a minha frente
Dias igualmente tristes
Sem expectativa de mudança
Sem lição alguma a ensinar
Mas meus sapatos brilham
E o brilho esconde meu triste olhar
Tenho tudo que desejo
Mas não posso sair do lugar
De outra janela vejo o mundo que não gira
Como se parado no mesmo lugar
Mas ele segue a toda velocidade
E fui eu quem parou de andar
Não sei se novas chances virão
E se vierem, se poderei aproveitar
Aqui só tenho a mim mesmo
E nem sequer posso mais errar
Quando eu olhava a serra
Por vezes a achava intransponível
E pensava nunca sair de lá
Eram dias tristes e escuros
E eu não tinha mais como lutar
Meu coração ficou triste
E marcas ficaram para sempre
Pesadelos em pleno dia
E o desespero era sempre presente
Mas o mundo me iludiu
E quando finalmente escapei me esqueci daquilo
Embriaguei-me de felicidade
E perdi a noção do perigo
Porque quando se acha que está mais forte
É o seu maior momento de fraqueza
E não há tolice maior de cometer
Do que pensar que se tem certeza
E quando eu estava certo de dominar o mundo
Eu virei a preza
Minha cabeça se voltou para baixo
E tive que engolir minha certeza
E há nova serra a minha frente
Dias igualmente tristes
Sem expectativa de mudança
Sem lição alguma a ensinar
Mas meus sapatos brilham
E o brilho esconde meu triste olhar
Tenho tudo que desejo
Mas não posso sair do lugar
De outra janela vejo o mundo que não gira
Como se parado no mesmo lugar
Mas ele segue a toda velocidade
E fui eu quem parou de andar
Não sei se novas chances virão
E se vierem, se poderei aproveitar
Aqui só tenho a mim mesmo
E nem sequer posso mais errar
Monday, April 13, 2009
Hoje estou mandando uma reedição. Fiz uma poesia para um amigo como tantos, com um caso de amor, como tantos...
Meu amigo maluco me disse uma vez que a única onda que não passa nunca é o amor... nem com sopa de inhame... hehehe Vendo as coisas no mesmo lugar, tive que fazer esse re-post.
Apenas pelo que não abrimos mão
E eu lhe digo que nós demos errado
E não foi o amor que acabou
Apenas eu não concordava com seu jeito de ser
E você não me aceitava como sou
Coisas do amor
Que não soubemos ultrapassar
E ficará sempre este gosto amargo
De não termos dado certo
Mesmo nos amando tanto
Eu e você
Naquilo que parecia não ter fim
E hoje andamos em ruas diferentes
E hoje fazemos coisas diferentes
E de vez enquanto um lembra do outro
E se lamenta por não ter dado certo
Não por você, por nós ou por nosso amor
Apenas pelo que não abrimos mão
Por isto este sabor
Meu amigo maluco me disse uma vez que a única onda que não passa nunca é o amor... nem com sopa de inhame... hehehe Vendo as coisas no mesmo lugar, tive que fazer esse re-post.
Apenas pelo que não abrimos mão
E eu lhe digo que nós demos errado
E não foi o amor que acabou
Apenas eu não concordava com seu jeito de ser
E você não me aceitava como sou
Coisas do amor
Que não soubemos ultrapassar
E ficará sempre este gosto amargo
De não termos dado certo
Mesmo nos amando tanto
Eu e você
Naquilo que parecia não ter fim
E hoje andamos em ruas diferentes
E hoje fazemos coisas diferentes
E de vez enquanto um lembra do outro
E se lamenta por não ter dado certo
Não por você, por nós ou por nosso amor
Apenas pelo que não abrimos mão
Por isto este sabor
Wednesday, April 01, 2009
Crítica
Então, digo que não me importo
E escuto tudo atento
Com vistas a mim mesmo
Mas é preciso que me faça uma crítica diferente
Mais respaldada e coerente
Me critique por não amar
Mas não o meu tipo de amor
Me critique por não fazer
Mas não pelo meu excesso
Me critique por não ajudar
Mas não pela minha maneira de tentar
Me critique pelo que eu sou
Mas não pelo que achas que eu deveria ser
Me critique pela frieza, pela inércia e pela boca calada
Mas não pela minha presteza e atenção exagerada
Me critique por não me importar
Mas não pelo tempo que gastei em cuidar
Me critique pelo que não fiz
Porque o que fiz, me deixa feliz
Porque se faço certo ou errado
O que importa é que faço
Por você, por elas e por eles
Porque acredito em nossa amizade
E na união entre todos os seres.
E vou seguir fazendo
Sem esperar gratidão
Como o pai fez pelo filho
E o filho deve fazer pelo irmão.
Então, digo que não me importo
E escuto tudo atento
Com vistas a mim mesmo
Mas é preciso que me faça uma crítica diferente
Mais respaldada e coerente
Me critique por não amar
Mas não o meu tipo de amor
Me critique por não fazer
Mas não pelo meu excesso
Me critique por não ajudar
Mas não pela minha maneira de tentar
Me critique pelo que eu sou
Mas não pelo que achas que eu deveria ser
Me critique pela frieza, pela inércia e pela boca calada
Mas não pela minha presteza e atenção exagerada
Me critique por não me importar
Mas não pelo tempo que gastei em cuidar
Me critique pelo que não fiz
Porque o que fiz, me deixa feliz
Porque se faço certo ou errado
O que importa é que faço
Por você, por elas e por eles
Porque acredito em nossa amizade
E na união entre todos os seres.
E vou seguir fazendo
Sem esperar gratidão
Como o pai fez pelo filho
E o filho deve fazer pelo irmão.
Thursday, February 19, 2009
Dia destes, recebi mensagem em meio eletrônico de pessoa imensamente amada, queria, relevante e extremamente importante: minha mãe. Dela tenho DNA em forma de sensibilidade e poesia, poesia turbinada por assim dizer pelos traços lógicos e coerentes de meu pai, os quais jamais perderam a ternura.
Pois bem, da tal mensagem em meio eletrônico eis que surge o que posso seguramente determinar como minha primeira influência poética, desenhada em formas de versos de minha mãe.
E nestes tempos em que cada minuto descubro um mundo de emoções vindas do fato de ser pai, jamais privaria meus leitores do texto que precede e finaliza a mensagem em meio eletrônico. Mensagens que me fazem pensar que ser mãe é a arte de colocar poesia em tudo...
Leleu,um certo dia,que ha muito la se foi... emocionada em ver esta cena; a mesma que revive hoje " um anjo que dorme e sorri" eu escrevi:
UM ANJO QUE DORME
DAS BELEZAS TODAS DA VIDA
A MAIS ENCANTDORA DE TODAS
CREIO EU
É VER MEU FILHINHO DORMIR
COMO É LINDO!
UM VERDADEIRO ANJINHO...
SEMBLANTE MEIGO E DOCE...
A TRANNSPARECER DE QUANDO EM VEZ
UM SORRISO
BELO COMO AS ROSAS
PURO COMO OS LIRIOS.
Curte bem esses momentos, são unicos. Razão de um Amor maior e uma felicidade sem igual, mesmo que as noites se tornem fraçoes.
beijos, mamãe
Humildemente completo eu: Mesmo que as noites se tornem frações, ainda sim estarei acordado durante o dias para ver o sorriso que nele habita e que me motiva...
Tuesday, February 03, 2009
Esqueça tudo, pare o tempo, pare a vida, só por um momento. Esqueça o que se passou, esqueça o que pode acontecer, esqueça a dor e o lamento, só por um momento. Concentre no que interessa que é apenas viver. Porque certamente você trocaria todos os seus metais por esse momento. Você aband
onaria tudo que tem por esse momento. Você desistiria de todos os seus sonhos só por esse momento. Na generosidade de Yaweh descobrimos que nada somos, que somos frágeis, que nascemos iguais e podemos ter a mesma esperança. O momento em que tudo parou, em que esquecemos de tudo e que fomos agraciados com a maior das generosidades. Yaweh nos honrou com a oportunidade de ser o veículo para trazer o Miguel a este plano. Somos gratos, como todo nosso imenso amor.
Wednesday, January 07, 2009
Amar É O segredo!
Não falo de venerar, de adorar. Falo é de amar mesmo, da forma mais simples possível. Porque quando agente para pra pensar nisso, vai descobrir muitas vezes que nós complicamos tanto as coisas, que até mesmo amar pode ficar muito difícil. É assim, amar o seu companheiro, seus filhos, seus pais, seu irmão... Simples não é mesmo? Mas e quanto a amar o cara que roubou o seu carro, a sua carteira. E quanto a amar aquele quem te ofendeu e que não te deu valor? Daí fica mais difícil não é?
Pois bem, as vezes, ou melhor, muitas vezes isso acontece porque nós simplesmente nos esquecemos que daqui não levamos nada. Tudo que temos aqui não nos pertence e que nosso espírito não precisa de nada disso. Então, porque agente se importa tanto com o nosso carro a ponto de deixar de amar alguém que o danificou ou que o roubou? Pior, então porque agente consegue gerar ódio ao invés de amor por causa de algo que não nos pertence? Por causa de algo que deixaremos por aqui?
Antes de continuar o assunto, é bom deixar claro que em momento algum vou dizer aqui que o melhor é que larguemos nossos carros, nossas casas, nossos bens ok? Eles foram conquistados graças ao nosso trabalho e como tal devem ser considerados. Mas veja bem, considerados e não adorados ok?
E me divirto pensando que muita gente que conseguiu ler até este ponto deve neste exato momento estar pensando, com o perdão do gerúndio, em como amar um cara que te faz mal ou que te rouba? “Eu amar o canalha que colocou um revolver na minha cabeça e me roubou?” Não é mesmo? E esse é justamente o gancho para o começo da conversa. Esse questionamento nada mais é do que o fruto da nossa complicação. Amar não é carregar no colo, abraçar beijar ou morrer de amores. Amar é ter compaixão, é não odiar, não desejar mal. Amar é doar a medida exata da sua energia para alguém. Daí melhora um pouco não é mesmo? Eu já fui roubado e não morro de amores mesmo pelo bandido que me levou bens e me ameaçou, mas não o odeio, não quero que ele sofra para sempre ou pague em uma cadeira elétrica ou coisa parecida.
E qual o meu fundamento neste post? Simples, como o amor! Não tenho religião alguma, mas na minha crença todos nós somos parte de Deus, logo como não amar o próximo? Como desejar coisas ruins? Como odiar? Eu estaria direcionando tudo isso a Deus. Simples, tão simples quanto amar.
Não falo de venerar, de adorar. Falo é de amar mesmo, da forma mais simples possível. Porque quando agente para pra pensar nisso, vai descobrir muitas vezes que nós complicamos tanto as coisas, que até mesmo amar pode ficar muito difícil. É assim, amar o seu companheiro, seus filhos, seus pais, seu irmão... Simples não é mesmo? Mas e quanto a amar o cara que roubou o seu carro, a sua carteira. E quanto a amar aquele quem te ofendeu e que não te deu valor? Daí fica mais difícil não é?
Pois bem, as vezes, ou melhor, muitas vezes isso acontece porque nós simplesmente nos esquecemos que daqui não levamos nada. Tudo que temos aqui não nos pertence e que nosso espírito não precisa de nada disso. Então, porque agente se importa tanto com o nosso carro a ponto de deixar de amar alguém que o danificou ou que o roubou? Pior, então porque agente consegue gerar ódio ao invés de amor por causa de algo que não nos pertence? Por causa de algo que deixaremos por aqui?
Antes de continuar o assunto, é bom deixar claro que em momento algum vou dizer aqui que o melhor é que larguemos nossos carros, nossas casas, nossos bens ok? Eles foram conquistados graças ao nosso trabalho e como tal devem ser considerados. Mas veja bem, considerados e não adorados ok?
E me divirto pensando que muita gente que conseguiu ler até este ponto deve neste exato momento estar pensando, com o perdão do gerúndio, em como amar um cara que te faz mal ou que te rouba? “Eu amar o canalha que colocou um revolver na minha cabeça e me roubou?” Não é mesmo? E esse é justamente o gancho para o começo da conversa. Esse questionamento nada mais é do que o fruto da nossa complicação. Amar não é carregar no colo, abraçar beijar ou morrer de amores. Amar é ter compaixão, é não odiar, não desejar mal. Amar é doar a medida exata da sua energia para alguém. Daí melhora um pouco não é mesmo? Eu já fui roubado e não morro de amores mesmo pelo bandido que me levou bens e me ameaçou, mas não o odeio, não quero que ele sofra para sempre ou pague em uma cadeira elétrica ou coisa parecida.
E qual o meu fundamento neste post? Simples, como o amor! Não tenho religião alguma, mas na minha crença todos nós somos parte de Deus, logo como não amar o próximo? Como desejar coisas ruins? Como odiar? Eu estaria direcionando tudo isso a Deus. Simples, tão simples quanto amar.
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